do alto
tudo é distante, silencioso, perene. as coisas são. há o fascínio do olhar pelo novo, do que não está condicionado. tudo é o mesmo, mas de novos ângulos, abordagens, apreensões. sempre estamos embaixo, à curta distância, sufocados. lá do alto é como voar, ser livre para a redescoberta. você é tudo e nada. é um deus, observando orgulhoso, de longe, sua criação e a vida que passa, quando também é ínfimo, insignificante diante de tudo que está lá fora. do alto, só resta observar passar o vento e toda a vida, só resta você.